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sábado, 11 de março de 2017

O QUE É SER MULHER?

BÁRBARA ANDRADE
                            
O que é ser mulher? Que aspirações tem a mulher da atualidade? Que nova mulher é essa? O que a menina, agora, quer ser quando crescer? Mãe? Uma profissional bem-conceituada? Mulher maravilha? Quem é esta nova mulher que tem conquistado os corredores sociais?
Mês passado ao assistir o programa “Saia Justa” da GNT a fala da atriz Maria Ribeiro chamou-me a atenção, pois a mesma indagava que só haviam explicado a ela o “lado romântico da maternidade” e que a maternidade não é de toda tão romântica assim, mesmo tendo tido uma experiência única com a chegada de seu primeiro filho.
Analisando a história da mulher ao longo dos anos percebemos as grandes transformações significativas que ocorreram no modo como elas se posicionam no mundo. Observa-se, que a mulher de outrora não é mais a mulher da atualidade, essa nova mulher já não tem mais como aspirações primordiais: a maternidade, o sonho de ter uma família, cuidar de casa.... Agora elas querem e desejam suas realizações profissionais, embora, ainda existam algumas mulheres que desejam sim ser mãe, mas não em primeiro plano, pois acabam priorizando suas profissões, como apontam algumas pesquisas e estatísticas. O que mudou? Será que mudou?
O movimento feminista (1960), novos arranjos familiares (família nuclear, família patriarcal, família homoafetiva, monoparental, etc.), Lei do divórcio, advento da pílula anticoncepcional, dentre tantos fatores sócio-históricos ao longo dos anos ajudou nesse movimento de mudança do lugar da mulher em seus meios sociais, principalmente no familiar.

Consideramos o momento atual como um momento de transição, posto que, devido às inúmeras transformações por que vêm passando as sociedades modernas neste novo século, os antigos conceitos culturais de classe, gênero, etnia, raça e sexualidade, entre outros, que antes nos forneciam nosso lugar como indivíduos estão se fragmentando, acarretando também mudanças em nossas identidades pessoais, como por exemplo, que lugar de mulher não é na cozinha ou cuidando de seus filhos. A perda dos antigos referenciais, que marcavam as antigas identidades sociais e individuais, vem levando os indivíduos a tentar buscar novos referenciais, inclusive aqueles que dizem respeito aos papéis de gênero. Vale lembrar que gênero aqui não se trata de sexo (masculino ou feminino), e sim o que o sujeito define ser ao longo de sua vida, seria um posicionamento social. Tais papéis, que antes eram muito bem estruturados, acabaram por incorporar formas plurais e fragmentadas de identificações, que caracterizam o sujeito contemporâneo.
A cultura patriarcal teve como um de seus efeitos o distanciamento do homem da cena familiar, composta basicamente pela mãe e seus filhos. Contudo, a nova mulher, que não é mais aquela mulher do lar e sim aquela que contribui para o sustento familiar, ou mesmo aquela que deseja e aspira por uma profissão e não por um casamento, veio quebrar a hierarquia doméstica e iniciar indagações referentes à autoridade paterna. No entanto, os autores como Gomes e Resende (2004), alertam que “a mudança de hábitos não acompanha o ritmo da transformação dos valores” e, por isso, podemos observar que, não apenas a identidade feminina, mas também a masculina, transitam, no momento atual, por modelos tradicionais e modernos, sem que um, necessariamente exclua o outro.
O novo lugar, da mulher atual, acabou por deixar espaço recaindo sobre os homens para que expressem um comportamento mais participativo e envolvente nos relacionamentos afetivos e familiares o que vem contribuindo para o surgimento de uma nova concepção de masculinidade/paternidade.
Hoje, embora ainda seja mais difícil para as mulheres assumir cargos de maior poder e prestígio, elas estão ampliando seu campo de atuação profissional e investindo cada vez mais em uma boa formação acadêmica, tentando alcançar com isso, maiores e melhores oportunidades no mercado de trabalho.
É frequente vermos mulheres que desempenham verdadeiros papéis de mulher maravilha, pois estas além de serem mães são profissionais bem conceituadas, esposas/namoradas, amigas, filhas, líderes e por ai vai. Esta mulher da atualidade já não quer somente ser do lar quando crescer, elas querem sim ser quem elas quiserem ser, "simplesmente mulher".

Bárbara Maria Fagundes Andrade – Psicóloga CRP 03 6845

Docente do Curso de Psicologia;
Especialista pela Universidade Federal da Bahia em Formação de Operadores do Sistema de Atendimento Socioeducativo;
Especialista em Gestão de Saúde Pública;
Praticante em Psicanálise;
Psicóloga da equipe multidisciplinar do Instituto de Cirurgia Bariátrica e Metabólica de Itabuna;
Psicóloga da equipe multidisciplinar da Fundação Regina Cunha;




AULA INAUGURAL NO CAMPO PSICANALÍTICO EM ILHÉUS ACONTECEU NESTA ÚLTIMA SEXTA

JAIRO GERBASE é o segundo da esquerda para direita

Aconteceu nesta sexta-feira (10) no Colégio são Jorge na cidade de Ilhéus, a aula inaugural do Campo Psicanalítico, tendo como convidado palestrante Jairo Gerbase, com a temática “O ADVENTO DO REAL”.

O evento teve a participação de ouvintes estudantes de Psicologia, Psicólogos e Psicanalistas.  

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

TRAIÇÃO NO RELACIONAMENTO

Cibele Pedrosa
                             

Traição no relacionamento: é legal levar adiante o compromisso?

Falar sobre traição é sempre complexo e delicado, por se tratar de sentimentos e emoções nem sempre bem-resolvidos para uma das partes ou ambas as partes. Em se tratando de casais, cada um tem seus próprios acordos e formas de se relacionar. Portanto, cada caso é um caso literalmente falando, pois o casal encontrará seus próprios meios de se comunicar e solucionar os encontros e desencontros em um relacionamento independentemente de qualquer ideologia ou religião. Estas podem até influenciar, mas não determinar a direção que um casal vai escolher para o equilíbrio dinâmico da vida a dois.

Quando a traição acontece é hora de se perguntar: vale a pena levar adiante o compromisso?

Esta pergunta deve ser feita não só pelos casados, mas também pelos casais de namorados.
Como diz Ivan Martins (2011), existe a paixão que nos consola das nossas questões interiores. Das nossas dores permanentes. Da nossa ansiedade intolerável. Por algum tempo ela nos distrai de nós mesmos. É uma fuga que tende a se repetir. Gente angustiada e indecisa faz isso o tempo inteiro: troca de parceiro e de paixão sem conseguir trocar o essencial em si mesmo. Um belo dia elas acordam, percebem que a velha dor está lá, e vão embora, atrás de outra paixão que consiga preencher o buraco impreenchível.

Qual é a moral dessa história?

Que talvez tenhamos de desconfiar de nós mesmos e de nossas razões, pois de uma forma silenciosa e quase inconfessável, muitos continuamos esperando que o amor, ou seja, o próximo amor, vai solucionar repentinamente nossa vida. Talvez não passe de uma requintada muleta ou de uma ilusão. Quem sabe um analgésico para questões que estão mal resolvidas internamente com cada parceiro, fazendo com que ambos depositem suas frustrações no relacionamento amoroso.

É por isso que fazemos escolhas. Podemos caminhar em direção a uma mulher ou a um homem e iniciar uma conversa, que será repelida e ou acolhida. Ou podemos decidir que essa fantasia/desejo, vai passar sem deixar marca na realidade. As fantasias/desejos mostram sim que estamos vivos. Mas o que decidimos fazer a partir delas ou a despeito delas decide como será a nossa vida real. E essa é a parte que conta.

Não sei se podemos afirmar que uma traição é sinal de imaturidade e falta de responsabilidade, ou prova de que não se sabe amar, ou um sinal de egoísmo em que se aceita destruir o sentimento do outro para viver uma nova aventura amorosa como disse Felipe Aquino (2010).

Mas pode ser sinal de rever como anda o relacionamento, sendo que os aspectos citados acima podem estar presentes na dinâmica do relacionamento ou não. Dependendo do casal, a traição pode ser o avesso das regras ditadas pela sociedade, onde a mesma pode até ter espaço na relação, o que contraria o discurso moralmente aceito.

Portanto, quando falamos de relacionamentos e vivenciamos na prática o atendimento terapêutico de casais, não podemos ter um pensamento simplista e linear da situação, pois se para uns a traição é o fim de um relacionamento, para outros é o começo de uma relação mais madura!

Fonte: Site; A Mente é Maravilhosa


Por: Cibele Pedrosa

Psicóloga, mora na cidade de Belo Horizonte. Ser humano em constante crescimento e aberta a novos desafios. Possui uma Fanpage Ser e se relacionar. Confira no link https://www.facebook.com/psicibelesimoes/

Referências Bibliografias:
AQUINO, Felipe. A gravidade da traição no namoro. 2010
MARTINS, Ivan. Quando o amor é distração. 2011



quinta-feira, 24 de novembro de 2016


Antídoto

Mentes vulneráveis e despreparadas.
Sujeitas a serem engolidas pelas armadilhas.
Armadilhas do sistema, este é o vírus, é o vírus do conformismo.
Onde foi? Quem foi? Quando foi que me implantaram esse chip?
Não passamos de produtos fabricados, gerando lucros, sustentando mercados.
Você está prestes a perder tudo aquilo.
Que você tem de mais valioso.
Perder sua liberdade, seu poder de escolha.
Para se tornar um robô programado.
Para consumir o que te impõem e ingerir.
O que te dizem que é melhor para você.
Ou nos armamos contra as mesmices desse cotidiano manipulador.
Ou nos preparamos para nos tornarmos submissos ao sistema hipócrita da sociedade.
Adeus vírus conformista!


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

PSICÓLOGA BÁRBARA ANDRADE CONCEDE ENTREVISTA A TV CABRÁLIA




Na manhã desta sexta-feira (04), a Psicóloga BÁRBARA ANDRADE concedeu entrevista a Tv Record Cabrália. A temática da entrevista foi "Violência Sexual", assunto bastante debatido nas mídias principalmente sobre os aspectos dos agravamentos psicológicos nas vítimas desse crime.


A psicóloga frisou que crianças, adolescentes e adultos são vítimas dessa prática, segundo o Anuário de Segurança Pública, Fórum governamental, divulgou recentemente que os índices de "Violência Sexual" reduziram, mas, a doutora Bárbara Andrade rebateu tal afirmativa, pois, existem vítimas não contabilizadas, ou seja, àquelas que por medo, fragilidade, vergonha, não denunciam o delito e o seu algoz, o que a Psicologia denomina como Síndrome do Silêncio.

Os agravamentos, sequelas psicológicas causadas nas crianças são: fobia, depressão, ansiedade, introspecção social, déficit de aprendizagem, enurese, encoprese, terror noturno e auto-mutilação. Já nos adultos são: depressão, ansiedade, suicídio, em alguns casos auto-culpabilização pelo ato sofrido.

"A cultura do estupro vem justamente debater e fomentar que a sociedade pense e se posicione contra essa prática, estar numa balada com uma roupa mais curta ou sensual não quer dizer que a mulher está pedindo para ser violentada, pois sexo consentido é diferente de estupro. Vale salientar que antes pensava-se muito o que motivou o estupro, agora não, observa-se quais foram as sequelas sociais e psicológicas deixadas nestas pessoas que foram acometidas por esse tipo de violência, cuidar delas e diminuir o sofrimento " enfatizou Bárbara Andrade. 

Os índices comprovam que as mulheres são as que mais sofrem com a violência sexual, observa-se que há uma "Violência de Gênero".